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Gabriel Galípolo denuncia demora injustificada do BC na fiscalização do Master
Gabriel Galípolo relata à PF que servidores do Banco Central atrasaram a fiscalização do Master, gerando tensão e acusações de favorecimento.
Gabriel Galípolo · Redação Notables · 8 de outubro de 2026 às 21:15
Em depoimento à Polícia Federal, Gabriel Galípolo, ex‑diretor da Receita Federal, apontou que servidores do Banco Central (BC) teriam demorado de forma injustificada para concluir a fiscalização do chamado “Master”. Segundo Galípolo, a morosidade teria gerado um clima de tensão nas reuniões, nas quais ele descreveu o uso de "palavrões" pelos próprios servidores do BC, acusados de favorecer o grupo investigado.
Galípolo afirmou que, ao solicitar informações e documentos referentes ao Master, encontrou resistência e atrasos que não se justificavam tecnicamente. Ele ressaltou que a lentidão comprometeu o andamento da investigação conduzida pela PF, que já havia iniciado apurações sobre supostos favorecimentos a empresas vinculadas ao esquema.
O depoimento, registrado em duas reportagens distintas, destaca que as reuniões entre Galípolo e os funcionários do BC foram marcadas por discussões acaloradas. O ex‑diretor descreveu o tom das conversas como "tenso" e apontou que, em alguns momentos, palavras fortes foram empregadas, indicando frustração diante da falta de cooperação.
Embora Galípolo tenha apresentado essas alegações como testemunha, ele não chegou a apresentar provas documentais que confirmem diretamente a intenção de favorecer o Master. O que se tem certeza é que a PF está analisando o relato, que pode ampliar o escopo da investigação para incluir possíveis falhas ou omissões na atuação do Banco Central.
A repercussão do caso tem gerado debates sobre a eficiência das instituições reguladoras brasileiras e a necessidade de maior transparência nos processos de fiscalização. Analistas do mercado financeiro apontam que atrasos em auditorias de grande porte podem impactar a confiança dos investidores e abrir brechas para práticas ilícitas.
Enquanto isso, o Banco Central ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações de Galípolo. A PF, por sua vez, continua colhendo depoimentos e analisando documentos para determinar se houve, de fato, alguma conduta irregular por parte dos servidores do BC ou se os atrasos foram fruto de procedimentos burocráticos normais.
O caso ainda está em fase de investigação, e novas informações deverão surgir nos próximos dias, à medida que a Polícia Federal avança nas diligências. Gabriel Galípolo, que já ocupou cargos de destaque na Receita Federal, permanece como uma das vozes críticas ao que considera falhas institucionais na condução de investigações de grande relevância econômica.
Nota editorial: Esta matéria traz os principais pontos do depoimento de Gabriel Galípolo à PF, sem reproduzir declarações textuais, e busca contextualizar o impacto potencial da alegada demora do BC na fiscalização do Master.
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